sexta-feira, 19 de agosto de 2016

arquivos de som

arquivos de som 

O Alexandre Rangel tem gravado os nossos improvisos.

Eles estão disponíveis aqui:




Fechando as duas primeiras semanas


Tivemos quatro encontros, trabalhando a passo a passo e continuamente:
1- preparação vocal
2- improvisos instrumentais
3- reunião do canto com os instrumentos na primeira canção da peça.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

João bosco

João Bosco possui ascendência libanesa e dialogou essa cultura em alguns momentos

No disco As Mil e uma Aldeias.

V.  Música 'Califadoss da Quimera
Muito pop, mais boa a letra e a introdução


Letra:


No mar de ouro-árida areia

o alforge sem um cequim

o chão não verdeia, ai de mim

terra sem, terra sem trégua

o vento castiga o albornoz

o tempo seca o cantil

dez dias no deserto a sós

noite vai, dia sai, chega

e quando do céu o sol cai

ladrões beduínos vêm

roubar os caravanserais

mercador, mercador, reza

e sonho alaúdes, miragens

ouço cantar pra mim

me acorda a voz de um muezzin

lá no fim, lá no fim meca

ao longe se vê bassorá

oásis de encantos mil

rumei de camelo pra lá

mais de cem, mais de cem légua

mohammed no solo persa

de tempos imemoriais

arômas, sensuais conversas

haréns, donzelas sem iguais

pedras de todas as cores

ágatas, negros cristais

damas de letais amores

morro se me não amais

califado de quimeras

reino de meus ancestrais

e numa mesquita recordo

a sira de maomé

das guerras ao lastro da fé

fé que não, fé que não cessa

no cairo um alfange degola

a nuca de um albatroz

o sangue que mancha o algoz

some na, some na treva

pirâmides guardam sepulcros

múmias de faraós

sarcófagos gemem a voz

voz que não, voz que não quieta

verberam numa alcova escura

os versos de omar khayam

ali fico até de manhã

deito na, deito na relva

o preço só ganha a conversa

a manha de barganhar

mercado onde o peso é falar

quem disser, quem disser leva

segura o turbante que vem

rasante a riscar o ar

um velho tapete a voar

tá no ar, tá no ar, pega

árebe nordeste - Alceu Valença em Vou danado pra Catende

Música é adaptação do poema 'Trem de Alagoas'de Ascenso Ferreira


TREM DE ALAGOAS


O sino bate,
o condutor apita o apito,
Solta o trem de ferro um grito,
põe-se logo a caminhar…

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Mergulham mocambos,
nos mangues molhados,
moleques, mulatos,
vêm vê-lo passar.

— Adeus!
— Adeus!

Mangueiras, coqueiros,
cajueiros em flor,
cajueiros com frutos
já bons de chupar...

— Adeus morena do cabelo cacheado!

Mangabas maduras,
mamões amarelos,
mamões amarelos,
que amostram molengos
as mamas macias
pra a gente mamar

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Na boca da mata
há furnas incríveis
que em coisas terríveis
nos fazem pensar:

— Ali dorme o Pai-da-Mata!
— Ali é a casa das caiporas!

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Meu Deus! Já deixamos
a praia tão longe…
No entanto avistamos
bem perto outro mar...

Danou-se! Se move,
se arqueia, faz onda...
Que nada! É um partido
já bom de cortar...

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...

Cana caiana,
cana roxa,
cana fita,
cada qual a mais bonita,
todas boas de chupar...

— Adeus morena do cabelo cacheado!

— Ali dorme o Pai-da-Mata!
— Ali é a casa das caiporas!

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
vou danado pra Catende
com vontade de chegar...


1- Versão show ao vivo.















2- a versão em disco começa em um andamento mais lento



4- Para a trilha do filme  A luneta do tempo,  Alceu Valença compôs o tema 'Sertão Mourisco'